Hubert Alquéres
A crise do grupo italiano Parmalat confirma que o controle público da situação econômica e financeira das grandes empresas e o acesso amplo às informações necessárias precisam ser aprimorados com urgência.
Até o começo de dezembro passado, a Parmalat era considerada uma das companhias mais sólidas da Itália, a oitava no ranking das grandes empresas italianas. Operando em 30 países, com 36 mil funcionários, faturava cerca de US$ 9,5 bilhões por ano. Com balanços aprovados por duas empresas auditoras de renome internacional, a Grant Thornton e a Deloitte Touche Tohmatsu, e agraciada com notas máximas pelas agências internacionais de risco, a empresa conseguia empréstimos bancários e vendia ações nas bolsas sem dificuldade. Detentora de uma marca prestigiada, atraía consumidores em todos os continentes.